Após
leitura dos textos da Guia Didática 3 pode-se afirmar que:
Pelo espaço
virtual é possível aprender de diversas formas diferentes de como se aprende no
ensino presencial. A educação a distância (EaD) tem seus elementos próprios e a
educação presencial também. Os estilos de aprendizagem possuem algumas
características de serem identificadas nesse contexto.
Existem algumas
diretrizes de como aprender e ensinar no virtual. São elas:
- · O atendimento das individualidades dos estudantes;
- · Ênfase no processo metodológico;
- · Ampliação das possibilidades de aprendizagem no processo educativo à distância.
É
necessário destacar que não se pode determinar uma atividade para cada estilo,
mas sim, a forma de construir a atividade com as características de cada
estilo, ou seja, sempre trabalhar os estilos de aprendizagem em um contexto
diversificado.
Não só
importante para o aluno saber qual seu estilo de aprendizagem, mas também o
professor para melhorar sua prática pedagógica.
Promovendo
diferentes experiências a partir dos diversos
estilos de aprendizagem é possível ampliar a capacidade de aprendizagem
por meio da vivência em diferentes situações da colaboração efetiva entre
pessoas de estilos diferentes, desenvolver os outros estilos, tornando a
aprendizagem mais prazerosa e mais significativas.
Os
principais elementos da EaD são o virtual, a interatividade, o tempo, o espaço
e a complexidade na produção do conhecimento. Considerando esses elementos
diferenciadores denominaram-se estilos de uso do espaço virtual que são:
Estilos de uso participativo no espaço virtual
(Nível A):
Necessidade de metodologias e materiais que priorizem o contato om grupos on
line.
Estilos de uso de busca e pesquisa no espaço
virtual (Nível B):
Necessidade de fazer pesquisa on line.
Estilo de Estruturação e Planejamento no Espaço
Virtual (Nível C):
Necessidade de desenvolver atividades que valorizem os aplicativos para
elaborar os conteúdos e atividades de planejamento.
Estilo de Ação Concreta e Produção no Espaço
Virtual (Nível D): Viabilizar com rapidez é um dos eixos
centrais deste estilo de uso.
É essencial
ressaltar que EaD não é sinônimo de inovação pedagógica, pois existem muitos
exemplos de EaD cuja abordagem pedagógica continua tradicional, mera
transmissão de informação.
Kolb
analisou que uma aprendizagem eficaz precisa de 04 etapas: experiência
concreta, observação reflexiva, conceituação abstrata e experimentação ativa.
Kolb (apud Alonso e Gallego) definiram 4 estilos de aprendizagem e os denominou
como: acomodador (ponto forte: execução, experimentador), divergente (confronta
as situações a partir de múltiplas perspectivas, imaginador) , assimilador (que
se baseia na criação de modelos teóricos, cuja ferramenta é o raciocínio
indutivo), e o convergente (cujo ponto forte é a aplicação prática das ideias).
Os estilos
de uso no espaço virtual são níveis de utilização dos aplicativos e ferramentas
baseadas entre outras características na busca de informação, no planejamento e
na imagem.
Segundo
Alonso e Gallego (2002), os pesquisadores Rita e Kennethy Dunn alguns elementos
influenciaram na aprendizagem de forma positiva ou negativa dependendo do
estilo de aprendizagem de cada indivíduo. As variáveis que influenciam na
maneira de aprender das pessoas são: a necessidade imediata (som, luz, temperatura,
etc), a própria emoção, as necessidades sociológicas de trabalho pessoal, as
necessidades físicas de alimentação, tempo, mobilidade e percepção e as
necessidades psicológicas globais, reflexivas, impulsivas e dominância
cerebral.
Os estilos
de coaprendizagem são formas diferentes de coaprender, aprender em rede de
forma colaborativa, interativa e participativa. Sobre a aprendizagem
colaborativa, Barragán (2008) uma questão básica para o trabalho colaborativo é
a formação de grupos, acrescentando que na aprendizagem colaborativa a forma
como os estudantes se agrupam pode afetar os resultados de aprendizagem,
positivamente ou negativamente.
Sobre a
aprendizagem aberta, a pesquisadora Okada
(2011b, p10) ressalta que “os aprendizes são capazes de se guiarem no seu
processo de aprendizagem de forma crítica, colaborativa e transformadora”. Seus
estudos (Okada 2011c, p12) “permitem enfatizar que esta autogestão da
aprendizagem via espaços abertos colaborativos inclui, não apenas a aprendizagem
coletiva das redes sociais, mas também a aprendizagem personalizada centrada no
aprendiz ativo e crítico (Okada et al., 2009). Neste sentido, as práticas
educacionais via coletividades de pesquisa na web 2.0 reconhecem: 1- os aprendizes como agentes transformadores;
2- a natureza emergente e colaborativa da aprendizagem; 3- metametodologias no
processo do design educacional; 4- o metacurrículo como currículo vivo,
flexível e aberto a mudanças; 5- o conhecimento compartilhado e aplicado em
situações vivas e contextos reais.”
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Estilos de Aprendizagem
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Estilos de uso do
espaço virtual para a coaprendizagem
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Indicadores para a
coaprendizagem
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Ativo
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Estilo de uso
participativo em rede
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Gosta de participar.
Realiza trabalhos em grupos online.Busca situações online.Participa em fóruns
de discussão.
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Reflexivo
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Estilo de uso busca
e pesquisa em rede
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Gosta de pesquisar. Busca
informação.
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Teórico
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Estilo de
estruturação e planejamento em rede
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Organiza e planifica
a participação.
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Pragmático
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Estilo de ação
concreta e produção em rede.
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Concretiza e produz
a partir dos resultados da aprendizagem
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